sábado, 15 de fevereiro de 2014

Poema dedicado a Pablo Neruda

Se me esqueceres
de quantas saudades tuas serão tormentos
de quantas madrugadas e firmamentos
e tu, aí
acenando com tua mão
marejada na água salgada de teu coração
Ao mar que te olho ausente
premente dessa tua saudade
fazendo-me esquecido da solidão
de um gesto perdido
e tu,
com teus braços me abraçando
com as lágrimas de teus olhos
derramando a ausência de mim,
Luz que percorre o firmamento mirrado
da ausência do negro inusitado
que me dá o verso e prosa.
Para ti,
que guardas sentindo meus gestos
e abrindo os mais de mil versos,
que por ti escrevo
na madrugada do desejo.