Há dias em que o amor parte a meu lado
imerso no silêncio
e fugindo se desmascara de toda a sua certeza
como quem sonha um sonho
do qual jamais acorda.
Há dias em que o amor
me surpreende com um beijo no rosto
e incólume me persuade
em mais uma investida
de cordialidade.
Há dias assim
em que o amor se desfaz em pedaços
nos quais se divide
e se expande para outro horizonte.
Há dias em que o amor parte a meu lado
e qual mar, quais marés
se sente inusitado
e perene
como quem brinca com o sentimento.
Há dias em que o amor
se desmarca de todo o seu sentido
e se joga de um precipício
sobre todo o seu vazio.
Há dias assim
em que a vacuidade
do amor é pedra dura
que seduz e intensifica
a sua compostura.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Meu amor
O meu amor surge-me nos sonhos,
com a mesma certeza de me amar
com que cobre as minhas dúvidas.
Traz consigo a melancolia
das palavras simples
e leva com ele a tristeza
das tardes absolutas.
Em que nos braços um do outro
nos mergulhavamos em furor
para entender que já
não havia dor.
No meio da tristeza
ela desvanece-se
e apenas resta a esperança
de um beijo breve.
Que o meu amor vem de mansinho
e traz consigo pétalas em seus dedos
com que há-de celebrar o nosso enlace.
Não faz mal
assim espero que com sua voz
me possa relembrar de nós
que somos só um
A mesma parte do mesmo signo
a mesma arte de um designio
que nem nós podemos compreender.
com a mesma certeza de me amar
com que cobre as minhas dúvidas.
Traz consigo a melancolia
das palavras simples
e leva com ele a tristeza
das tardes absolutas.
Em que nos braços um do outro
nos mergulhavamos em furor
para entender que já
não havia dor.
No meio da tristeza
ela desvanece-se
e apenas resta a esperança
de um beijo breve.
Que o meu amor vem de mansinho
e traz consigo pétalas em seus dedos
com que há-de celebrar o nosso enlace.
Não faz mal
assim espero que com sua voz
me possa relembrar de nós
que somos só um
A mesma parte do mesmo signo
a mesma arte de um designio
que nem nós podemos compreender.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Alma
A alma
é um sopro de vida,
que se desvanece
num sol raso
e se exponência
sob um mar calmo
que se avizinha
a minha espera.
Mergulho
e dentro desse abismo
pergunto pelo teu nome
que me foge sem sentido.
Mergulho
e a prosa se faz poema
em te ter à minha espera
esperando por ti
em mim coração.
De quantos nomes perguntando
quantos céus sob nossas cabeças
que se agitam nesse cosmos
cujas estrelas são pequenos
signos na minha mão.
E de quantos céus se faz vida
assim tão deveras desvanecida
que o céu se acalenta
em sofridão
e as nuvens rebentam
na chuva que nos
há-de redimir
e trazer esse perdão.
E é tão pouco
aquilo que te peço
que te confesso
ser esse o fado
que para ser inanimado
e perene e inusitado
se consubstancia
na minha idolatria
por ti.
Tu que trazes tanto em tua voz
que remetes a nós
estarmos sós
tu e eu e o inteiro universo
que nos acolhe em seu colo
que nos reconforta
e nos diz o que é o amor.
Como que esquecendo a dor
se nos inoportuna
em nossos sentidos
que baços
se tornam em traços
de nós os dois.
é um sopro de vida,
que se desvanece
num sol raso
e se exponência
sob um mar calmo
que se avizinha
a minha espera.
Mergulho
e dentro desse abismo
pergunto pelo teu nome
que me foge sem sentido.
Mergulho
e a prosa se faz poema
em te ter à minha espera
esperando por ti
em mim coração.
De quantos nomes perguntando
quantos céus sob nossas cabeças
que se agitam nesse cosmos
cujas estrelas são pequenos
signos na minha mão.
E de quantos céus se faz vida
assim tão deveras desvanecida
que o céu se acalenta
em sofridão
e as nuvens rebentam
na chuva que nos
há-de redimir
e trazer esse perdão.
E é tão pouco
aquilo que te peço
que te confesso
ser esse o fado
que para ser inanimado
e perene e inusitado
se consubstancia
na minha idolatria
por ti.
Tu que trazes tanto em tua voz
que remetes a nós
estarmos sós
tu e eu e o inteiro universo
que nos acolhe em seu colo
que nos reconforta
e nos diz o que é o amor.
Como que esquecendo a dor
se nos inoportuna
em nossos sentidos
que baços
se tornam em traços
de nós os dois.
domingo, 27 de outubro de 2013
Anseio
Anseio pela tua presença
de lábios molhados
num silêncio insurdecedor
que nos faça caminhar
juntos em busca
da madrugada nova
que se adivinhe
mais tarde.
de lábios molhados
num silêncio insurdecedor
que nos faça caminhar
juntos em busca
da madrugada nova
que se adivinhe
mais tarde.
Vida
Naquele lugar
onde voltando a nascer
viu a vida
a sua subtil individualidade
iludida
na certeza de o ser.
Compreendo agora
a inevitabilidade do ser
naquele lugar
ser percebida
com o nada
que o há-de escolher.
onde voltando a nascer
viu a vida
a sua subtil individualidade
iludida
na certeza de o ser.
Compreendo agora
a inevitabilidade do ser
naquele lugar
ser percebida
com o nada
que o há-de escolher.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Album: Davas-me tanto
*confidÊncias*
LA(m)
Davas-me tanto
MI
tanto de mim
FA
que pareceu tanto
DO SOL
tanto de ti
Querias-me amar
não compreendi
foi tão perto
que nem entendi
Sonhamos um sonho
de acreditar
era só isso
fizes-te me sonhar
Anjo
de labaredas
perdoa esta trama
que não foi em vão
LA(m)
Davas-me tanto
MI
tanto de mim
FA
que pareceu tanto
DO SOL
tanto de ti
Querias-me amar
não compreendi
foi tão perto
que nem entendi
Sonhamos um sonho
de acreditar
era só isso
fizes-te me sonhar
Anjo
de labaredas
perdoa esta trama
que não foi em vão
Outono das folhas
Existe a certeza
de uma estação incerta
repleta de folhas
num chão plano
Sopradas ao vento
de sentido tanto
que o Outono vem aí
consigo vê-lo em prato
E a chuva
que caí na minha frente
cujas gotículas parecem contar
uma história diferente
da nossa.
de uma estação incerta
repleta de folhas
num chão plano
Sopradas ao vento
de sentido tanto
que o Outono vem aí
consigo vê-lo em prato
E a chuva
que caí na minha frente
cujas gotículas parecem contar
uma história diferente
da nossa.
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