quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Album: Vento

*condifÊncias*

Refrão

O vento sopra no mar
consigo vê-lo passar
porque vejo nos teus olhos
o seu amor


* * *

Dizes-me que te sentes
assim tão sozinha
peço que não lamentes
e que sejas só minha

a lua que no céu brilha
ilumina o meu trilho
que os meus passos sentem
a tua mão na minha

Na eterna solidão
dizes que és só minha
mas o teu olhar engana
e a tua voz desdita






Amor



E recordo essa paixão perdida, 
pela cor do universo, 
como se morresse em cada pedaço meu, 
do teu coração, 
quanto ódio poderia assim verter, 
quando o que o separava do amor era apenas uma linha ténue. 

A mesma que nos separava de metade do mundo. 
E saudades essas de trovão. 
Seria esse o amor? 
Ou partícula incerta de um templo quebrado de desejo? 
Ou poesia insuficiente do teu ensejo, 
maldita, 
palavra não escrita que apenas os poucos poderia entender. 

O que seria o amor? 
Majestade de palavras perdidas, 
recuperadas no espaço sem tempo. 
Do tempo sem espaço, 
do firmamento do céu onde eras tu e eu que nos abraçávamos. 
Nós nos braços um do outro.

Album: Apelando a ti (poesia)

*confidÊncias*

 Lá                        Ré
Fazes na vida o teu apelo
Sol                        Dó
clamando pelo meu nome
Lá                                                   Ré
quando nas noites em que te sentes sozinha
Sol                        Dó
chamas até ti a solidão

Eu que te abraço
e quebro a distância
em que os corpos se aproximam
e falam uma mesma linguagem

Nas noites em que o escuro
embrulhado num pensamento
é mais forte do que o vazio
dessa tua solidão

Em que chamas ate ti a certeza
de um abraço terno
suspirando nessa tua luz
pelo sentido fraterno

Album: Lua

No momento em que te senti
presa a mim
em que a lua brilhou sob a palma da minha mão
quente na tua pele
foi no invisivel que se fez luz
murmurante no mar pálido
cuja sombra dourada 
imergindo na maré calma
lembrava uma bola de sabão
desafiando a gravidade
Perguntas quantas vezes te sentis-te assim
Inúmeras contagens sem perceber
que a lua reflectia em mim
era ágil destino de nós dois 



 *confidÊncias*

(244322; 024432; 003330; 032000)


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Silêncio

Uma sombra no escuro.
Desaparecida na escuridão.
Ouço o som do silêncio e imerso em mim
pego no revolver.
Brilhante e esguio.
Soando imponente para desferir o tiro.
Suicídio.
Quando súbito o som do silêncio
se aquieta de mim e tudo finda.

Procuro as razões para essa insolência
mas são parcas ou inexistentes
e apenas silêncio que me afoga e entristece
só a mim parece
findo, mitigado e extinto
e a vida prossegue.



Album: Tempo

*confidÊncia*



O tempo não é certo
Sol
mas a vida prossegue

Em cada momento
em que tudo acontece


É no provérbio
que se faz voz
na itemperie
cantando a sós

Mergulhando na vida
que soadesmedida
alcançando o tempo
que arde em ferida

-incompleto-

Refrão:
Mi(menor); Sol
Por ti confesso
que o tempo é certo
Por ti alcanço
O tempo certo