terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Critica a um conto "Os homens que mataram Maomé" de Alfred Bester



Os homens que mataram Maome é um conto de ficção cientifica escrito por Alfred Bester em 1959, e que consiste na história de um homem que pretende alterar o presente viajando ao passado, após ter conhecimento de que a sua mulher o engana. Para alterar esse facto na história recorre a uma máquina do tempo, e usando um revolver de calibre 45, mata figuras proeminentes da história mundial.
Alfred Bester foi um escritor e editor que nasceu no seio de uma família judia em Nova Iorque, cidade de que foi sempre associado. Estudou na universidade da Pennyslvania humanidades e ciências, incluindo psicologia que talvez tenha sido a cadeira mais importante do seu curriculum. Publicou várias histórias ao longo dos anos que o levaram a atingir o auge do seu sucesso. Foi o primeiro vencedor do Prémio Hugo, em 1953, pelo seu livro The Demolished Man.
As viagens no tempo são um tema recorrente no universo da ficção cientifica, podendo-se considerar um cliché deste tipo de história sendo nomeadamente conhecidas pelo trabalho de H.G. Wells, no livro “ A máquina do tempo “. As viagens no tempo podem ser divididas em duas categorias principais: a história é consistente e nunca poderá ser mudada, e a história pode ser alterada.
Este conto insere-se dentro do primeiro grupo, pois a história não é alterada, sendo apenas a vida do protagonista, que se torna uma figura fantasmagórica a partir daí, sem qualquer controle sobre a sua vida a partir desse momento, tal como podemos observar no parágrafo final do conto:
- “Com cada acto de destruição dissolvemos um pouco. Agora desaparecemos. Cometemos cronicídio. Somos fantasmas.”
Isto após o protagonista ter encontrado outro viajante no tempo, que tal como ele mata o profeta Maomé, mas em outro período diferente da sua vida:
A história deve a sua hilaridade e sentido de humor a esse facto, em que querendo mudar o facto de a sua mulher se encontrar abraçada a outro homem, o protagonista apenas altera a sua própria vida, segundo os critérios já explicados anteriormente.
Iniciando a sua excursão matando o Avô da citada esposa, desencadeia uma expedição assassinando figuras proeminentes da história mundial, sem qualquer efeito relativo ao facto que o motiva a tal atitude.
O conto está bem escrito, é narrado de forma concisa e os diálogos são os diálogos permitidos para aferir da sua boa consistência, sendo um conto que recomendo aos leitores de ficção cientifica, e pelo seu humor, aos que não apreciando ficção cientifica se enquadram dentro do tema pelo seu bom humor.