sábado, 11 de janeiro de 2014

Amor amor amor

Dá-me saudade das palavras que trocamos
mesmo em pensamento
das caricias ausentes
no teu ventre ferido
do arrojo de um beijo
que me era querido
mas foi tudo tao vasto
e inexistente
que por te amar assim
com a admiraçao por ti
é apenas como uma ferida aberta
no meu peito amor.
Peço-te que venhas
e tragas as palavras perdidas
que consigas traze-las no teu colo
para que eu as devore com os meus sentidos
devagar
como quem devora a alma
e crucifica o terno sentido.
Imaginava nós dois
sob um mar equidestante
que se padeça de orla e fosse minguante
tal como uma lua ausente
de um perene momento
de uma saudade branda
de um só pensamento.
E foi tudo apenas o que conseguia dizer
uma espera perdida
de um amor sequer
e perdido no teu olhar
cujos cabelos ondulam sob teu rosto
cujo sorriso te brota na face
e a mim me seduz
queria tudo isso só para mim
e trazer no meu colo
abrigar-te em mim
e ser teu consolo...
E é tudo tão vago
que as palavras parecem não ter sentido
que sentido que fosse
apenas o teu ombro amigo
nos dias que dizes que são maus
e que carecem de amor
para surgir na tua vida
e ser teu redentor
E é tudo tão vago
tão equidestante
que a vida se faz
nesse mesmo instante...
Por isso trago-te comigo
no meu coração
abarco todas as memórias
que não tivemos em nós
que nunca estivessemos a sós
nesta nossa vida.
Mas o que interessa é apenas o amor
de uma distância perdida 
duas palavras que fosse
e daria-te a minha vida
amor amor amor
não me canso de assim te chamar
porque tudo o que interessa 
é apenas amar-te
mesmo que não saibas
que estejas longe de mim
que nem me conheças
ou repares 
E é tudo tão vago
que se depreende em teu coração
separados por um rio
que jorra profundo em conexão
com o amor que existe
em mim pra te dar
aceita-o com cuidado
e deixa-o repousar
porque assim estabelecido
para corresponder
ao que nele existe
nunca há-de morrer...