quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Terna Despedida

Poema: Terna despedida

Nos contornos de teu rosto
posso ver a Iluminação
como uma fagulha acessa
que me arde o coração

E quanto mais ela brilha
mais a tua aura é cega
e o véu que se desprende
numa maravilha sincera

De quereres estar aqui
comigo ao meu lado
enquanto eu voo
sou teu anjo alado

E por mais que a vida nos junte
neste eterna solidão
a fatídica despedida
é o pranto, a comunhão

Dos olhos que choram
o que há-de chorar
como se a morte
me viesse buscar