O teu corpo
é como um templo de mil pétalas
ao qual me debruço e morro
em cada momento
Onde caiu em vertigem
e ergo-me na passagem
das constelações do desejo
em fúria
Chamando até ti o ensejo
da memória sentida
em que um beijo
se desfaz no gesto
Em que a fantasia
é breve luzidia
para no fim a morte
me levar a mim
e eu seja enterrado
em teu seio
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