sábado, 28 de setembro de 2013

Passaro azul



Névoa escura, negro do azul do céu
Preenche a minha alma para além do voo raso,
Do pássaro que no nevoeiro negro desaparece sem rasto…
E o azul que preenche a atmosfera sufoca a inocência do lugar
Lágrima que brota do meu olhar azul
Preenchendo a sombra dos dias passados
Tal como imagens poéticas de um triste fado
De um destino incerto já escrito na página do mundo
À espera da partida do ser que é apenas um defunto
De um homem que há-de surgir
E Assim pássaro que tens a liberdade
Que caminhas nos ferros da tua eterna saudade
Perene dos teus passos em jeito de ilusão
Ficas mais perto do teu coração
Como se ele salta-se do teu peito
Desmaiado de toda essa esperança negra da desilusão
Quando da noite negra a luz ofusca a tua prisão
Encarcerado no teu ser por quereres voar mais alto
Do que o céu permite…
Nesse voar todos os sonhos do mundo se tornam silenciosos
Para que no murmúrio das palavras sejam apenas testemunhos vagos
Do nada que há-se vir…
Tão grande que o mundo resplandecerá
E um novo brilho brotará
De um novo homem que há-se surgir
Do abraço que o unirá a todos nós.
Pássaro raio de luz púrpura de presença só
Poesia que no éter se torna a tua voz
Alma do frio da atmosfera negra que embaça os meus sentidos
E eu ali vendo-o voar para além de onde eu penso estar
Sendo mero espectador
Como se alma se despega-se do meu ser
E se tornasse a sombra majestosa do mundo
E nele se afogasse em tantos prantos quantos os que dela se cruzariam
Ao que outros pássaros presos voariam
E todos livres desse mundo de ilusão
Pudessem recolher ao céu
Que é o único testemunho da nossa eterna canção
Do amor