segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Caminho

Percorria sozinho por essa estrada
que me conduzia ao destino
e em cada passo
era como uma encruzilhada
que me houvesse metido

As sombras dos candeeiros acessos
iluminavam esse caminho
e por momentos pareceu surreal
esse destino

Caminhante caminhando passo a passo
com o dom do coração
que aquilo que a vista olhava
fazia-o em comunhão
com os cinco sentidos

E a sensibilidade da alma
desenhava a estrada
em sentido fantasioso
porque era a minha estrada
o meu caminho

Súbito as sombras cessaram
e o vento amainou
e eu vi-me assim sozinho
no caminho que se começou a perder em mim
e por isso regressei e foi seu fim