segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sombra

Sombra que surge na aurora
de luz bruxuleante
surgindo de rompante
quebrando o espelho baço

Apaga-se como a luz de uma vela
imergindo pelo infinito
para se tornar em espelho
a sombra que lhe dá vida

Sombra que surge na aurora
de luz bruxuleante
que é do meu amor
que assim se sente contente

E se de sombra se faz
a vida assim de perdida
para o amor se concede
na sua despedida

Sombra que surge na aurora
de luz bruxuleante
é tua a marca da vida
que se assenta constante

E de súbito se apagar
como uma lâmpada cândida
foi fortuito de te encontrar
nesse teu sonho delirante