quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Há dias

Há dias em que o amor parte a meu lado
imerso no silêncio
e fugindo se desmascara de toda a sua certeza
como quem sonha um sonho
do qual jamais acorda.

Há dias em que o amor
me surpreende com um beijo no rosto
e incólume me persuade
em mais uma investida
de cordialidade.

Há dias assim
em que o amor se desfaz em pedaços
nos quais se divide
e se expande para outro horizonte.

Há dias em que o amor parte a meu lado
e qual mar, quais marés
se sente inusitado
e perene
como quem brinca com o sentimento.

Há dias em que o amor
se desmarca de todo o seu sentido
e se joga de um precipício
sobre todo o seu vazio.

Há dias assim
em que a vacuidade
do amor é pedra dura
que seduz e intensifica
a sua compostura.