quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Variações poéticas

Compreendi pelo teu silêncio
que as palavras vagas
era com o que brindavas 
o desconhecido

De tantas que ergues-te um 
muro à tua volta
sublimar de um pássaro
envolto na paisagem

Voas-te regressando no horizonte
perdendo resquício do ser
para assim compreender
que o que sobra foi o nada

E o tudo era apenas a miragem
de um destino certo
encoberto pelo som
inaudito

Fragmento da alma
que assustadoramente se perde
pelo voo raso
do pássaro amargurado 

Que regressa em tua companhia
para poder fazer-se fenix
e no fogo
transformar o caos em si