quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Canta

Canta,
o silêncio do
meu desencanto
nas horas tardias
da noite,
do voar dos melros 
nos beirais,
Canta
a alegria do entardecer
quando o sol já lá vai,
os dias que passam
pela madrugada,
Canta,
a alma repleta de lembranças,
o destino do mundo
na palma da mão,
em um qualquer coração,
Canta,
que assim teu mal espanta