sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Neve

A neve caí
sob meus olhos
lentamente
que cada espaço
se reveste cintilando
nos raios de sol

tu aproximas-te
aconchegando-te no meu colo
deito-te como uma sombra
revestida sob um véu 
e as minhas mãos
percorrem o teu corpo
despidas

tu nesse teatro
de mascara escarlate
fundes-te com o poema vago
e recitas na minha voz
palavras 
que as silabas soaram
como se fosse a primeira vez

e a neve caí 
sob meus olhos 
lentamente
que cada espaço se funde
com o nosso olhar
sentido